Mais do que registro biográfico, As cartas do Boom permite reconstruir a pré-história e a engrenagem íntima de um dos fenômenos literários mais decisivos do século XX. Um acervo epistolar que ilumina não só como esses autores escreveram obras que mudaram o curso da literatura, mas também como imaginaram o papel do escritor latino-americano diante de um mundo em convulsão permanente.
No prelo: Correspondência inédita revela os bastidores do Boom latino-americano
Mais do que registro biográfico, As cartas do Boom permite reconstruir a pré-história e a engrenagem íntima de um dos fenômenos literários mais decisivos do século XX. Um acervo epistolar que ilumina não só como esses autores escreveram obras que mudaram o curso da literatura, mas também como imaginaram o papel do escritor latino-americano diante de um mundo em convulsão permanente.
No prelo: Macbeth ganha nova tradução pela Penguin e reafirma seu lugar como drama definitivo sobre ambição e poder
07/11/2025
Nesta edição, a peça ganha fluente tradução de Lawrence Flores Pereira, além de uma introdução de Carol Rutter que recoloca Macbeth em seu contexto histórico e teatral, e um posfácio de Régis Augustus Bars Closel dedicado a discutir a autoria do texto.
Séculos após sua estreia, Macbeth permanece um dos pontos mais altos da literatura ocidental — muito por conta da figura que continua a magnetizar intérpretes e leitores: Lady Macbeth, talvez a mais complexa e inesquecível mulher criada por Shakespeare.
No prelo: Barão decadente retorna à cidade natal em alegoria apocalíptica do Nobel de Literatura
Publicada em 2016 e apontada como o fecho de um ciclo criado em Sátántangó, O retorno do Barão de Wenckheim chega ao Brasil como o romance que consagra o autor húngaro ao seu delírio final: uma parábola feroz sobre ilusões políticas, colapso social e o esgotamento de qualquer promessa de redenção.
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“O que pode acontecer quando a linguagem é levada além das regras que ela própria estabelece.” (Colm Tóibin)
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No prelo: Ana Terra ganha edição especial e reafirma a força de uma das personagens mais marcantes de Erico Verissimo
No posfácio inédito desta edição, a romancista Morgana Kretzmann destaca Ana como símbolo para mulheres que precisam romper convenções e sobreviver num mundo comandado por homens e seus conflitos. Não apenas personagem histórica, mas presença viva no imaginário literário: uma voz de coragem, esperança e liberdade que continua a ecoar e a conquistar novas gerações de leitores.
No prelo: Bernardine Evaristo revisita a história da escravidão em uma poderosa sátira sobre raça e poder
E se a história tivesse sido escrita ao contrário? Em Raízes loiras, que chega agora ao Brasil, Bernardine Evaristo ― vencedora do Booker Prize por Garota, mulher, outras ― leva essa pergunta às últimas consequências. Publicado originalmente em 2008, o romance imagina um mundo em que a África se tornou o continente dominante do planeta e são os povos europeus que foram submetidos, traficados e escravizados.
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“Uma história extremamente inventiva que provoca debates importantes, desafiando percepções fundamentais sobre raça, cultura e história.” (Independent)
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Com ironia, precisão formal e desconforto calculado, Evaristo desmonta hierarquias raciais, expõe o absurdo das justificativas históricas e nos força a olhar de outro ângulo para o que naturalizamos. Raízes loiras não é apenas uma ficção criativa: é um espelho invertido do horror colonial, que devolve ao leitor o estranhamento capaz de revelar a violência que estruturou o mundo que herdamos.
312 páginas